Há onze anos desenho casas em Brasília. Hoje desenho casas, templos e lugares de trabalho, em Brasília e em todo o país, e cada projeto passa pela minha escuta e pelo meu traço.

Comecei fazendo o que me pediam, e fiz com cuidado: casas, apartamentos, sedes de escritórios de advocacia, uma escola. Com o tempo, uma pergunta passou a vir antes de qualquer traço, e hoje ela abre cada projeto do estúdio: que vida acontece aqui?
Sou católico, e a fé que me formou passou a orientar também o desenho. Nela, o Belo não caminha sozinho: é irmão do Verdadeiro e do Bom. Um espaço é verdadeiro quando não mente sobre o que é, na estrutura e no material. É bom quando serve de fato a quem vive nele. E é belo quando essas duas coisas se tornam visíveis. Beleza, assim, não é acabamento caro: é a forma que a verdade e o bem assumem quando um projeto é bem feito.
Por isso o estúdio projeta casas, templos e lugares de trabalho com um só princípio: a permanência. Não escolhemos entre o antigo e o novo. A massa, o arco, a pedra e o telhado convivem com o vidro de piso a teto e a esquadria de hoje; o detalhe traz o charme, a proporção decide.
Projetar um templo pede mais do que técnica: pede estudo. Mantenho formação especializada e contínua em Arquitetura Sacra, na liturgia, na linguagem do espaço sagrado e nas normas da Igreja para construir e reformar templos. Sirvo na minha paróquia como ministro de música e ministro extraordinário da Eucaristia.
Numa casa, o Belo é a mesa que reúne. Numa igreja, é o altar que orienta tudo mais. Num escritório, é a ordem que deixa o trabalho ser bem feito, porque o trabalho bem feito também eleva.
Cada projeto do estúdio nasce de uma conversa inicial estruturada. Nela, entendemos o lugar, o programa, o tempo e o orçamento, e só então propomos um caminho.